“Eu te amei acima de qualquer coisa, te amei enquanto todos me julgavam louco, te amei aceitando suas falhas, te amei enquanto deveria ter te odiado, te amei enquanto você não me entendia, te amei mesmo quando você me ignorava, te amei apesar das tuas ausências, te amei até me arrepender de ter te amado assim.
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Chuck: Porque você tá chorando?
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Blair: Porque eu te amo e não aguento mais um dia sem você. Porque suas provocações me fazem ficar mal, porque seu desinteresse dói lá no fundinho. Porque eu sinto falta de tudo que nós vivemos, sinto falta dos seus carinhos, seus beijos, sinto falta do jeito como me tratava. Porque você me trata mal, porque você não tá nem aí pra mim, porque eu passo o dia me perguntando como você tá, porque dói saber que você fica com outras, que você faz outra menina sentir tudo que eu sinto. Porque eu tô cansada de te amar e não poder demonstrar, tô cansada de tentar te mostrar que sinto a sua falta e só levar patada, corte. Porque eu cansei de fingir que é passado, que eu não tô nem aí. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença. Porque eu te amo. Não é nada, não se preocupa. Já passa.
“Toda mulher que se preze já se apaixonou por um babaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente – encantada – guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote (e o melhor sorriso) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços. Verdade seja dita: a gente sente que tem alguma coisa errada, mas acaba fazendo vista grossa. E acha que está sensível demais, exigente demais, desconfiada demais. E deixa rolar. O resultado? O cara te enrola, te pede desculpas. Depois vacila de novo e te enche de presentes. Meninas, estou escrevendo este texto para eu mesma decorar. Imprimir. E nunca mais esquecer. A gente não pode sair por aí perdendo nosso tempo com esses babacas. Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda? O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa, minha amiga, o negócio está feio. Muito feio. Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça. Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer.
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Mulheres inteligentes e caras pra lá de babacas, Fernanda Mello. (via
victor-blanco)
“Eu gostei de você como gostava de raspar a bacia em que minha mãe batia a massa do bolo. Foi, sim. E também gostei de você como gostava de andar no meio-fio sem cair nenhuma vez. Gostei de você como gostava de pegar uma maçã na fruteira, subir no meu pé-de-nada (nunca brotava frutinha) e comer tranquila. Gostei de você como gostava da sensação de acabar um livro e sentir como se tivesse voltando de uma longa e incrível viagem. Gostei de você como gostava da tapioca da minha vó, de ser mimada quando gripava, de brincar de amarelinha e de fingir que era cantora. Gostei de você como gostava de Chaves, e de desenho animado.
Mentira, mentira, tudo mentira…
Ainda gosto.
“Odeio quando você some, fico pensando um milhão de coisas negativas, fico preocupada, me da uma saudade, um desespero, um medo de ficar sem você, odeio quando você me deixa aqui sozinha, é que eu to tão, tão dependente de você, entende agora do que eu tô falando?
“Sou meio criança, meio adulta. Nunca se sabe ao certo. Sou feita de orgulho até os últimos fios de cabelo, fico de mal e ás vezes surto de carência. Não deixo que saibam, eu gosto de passar uma imagem de que nada pode me abalar, muito pelo contrário, qualquer coisa me atinge. Finjo bem e ninguém percebe. Vivo de clichês apesar de odiá-los, durmo tarde, acordo tarde. Não sirvo de bom exemplo, não sou inteligente nem sou culta. Falo palavrão na maior parte do tempo, mas é que eles já fazem parte do meu vocabulário, não leve a mal. Quase nunca gosto de alguém, e não costumo me enganar com as pessoas. Julgo pela capa, mas quase sempre tenho razão. Se aquela pessoa me olha torto, já era. Romantismo não é comigo, sempre tropeço nas palavras, não sei demonstrar e tenho problemas em me apegar demais. Problemas? Não tenho nenhum, exceto eu mesma.
“Se ainda perde o sono
É poque ainda ama.
Eu posso te fazer feliz por toda vida e mais um final de semana.